Medidas de segurança começam a sair do papel na Goleirinha após sequência de acidentes
As primeiras ações para reforçar a segurança no acesso da Goleirinha, na ERS-129, em Encantado, devem começar na quarta-feira, 17. A confirmação foi feita pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) durante reunião realizada na sexta-feira, 12, que reuniu representantes da Defensoria Pública, da Prefeitura de Encantado e da direção da estatal responsável pela rodovia.
O trecho, localizado no acesso ao bairro Santa Clara, voltou a ser alvo de preocupação após registrar acidentes graves em um curto intervalo de tempo, incluindo uma ocorrência com vítima fatal no início deste mês. Diante do cenário, órgãos públicos passaram a cobrar providências para reduzir os riscos enfrentados por motoristas e pedestres que utilizam diariamente o local.
De acordo com as definições apresentadas pela EGR, a primeira etapa das melhorias inclui a instalação de pelo menos 16 placas de sinalização e a implantação de uma faixa de pedestres. Em um segundo momento, também está prevista a construção de uma lombada no entroncamento, medida que busca reduzir a velocidade dos veículos que trafegam pela rodovia.
A decisão foi comunicada durante encontro entre a defensora pública Isabel Rodrigues Wexel Maroni, o prefeito de Encantado, Jonas Calvi, e o diretor-presidente da EGR, Luís Fernando Pereira Vanacôr. Segundo informações repassadas na reunião, o material de sinalização já está sendo produzido para permitir o início dos trabalhos nos próximos dias.
Cobrança por soluções
As intervenções surgem após a Defensoria Pública de Encantado encaminhar um ofício conjunto ao Governo do Estado e ao município solicitando medidas urgentes para o trecho. O documento foi protocolado poucos dias depois de dois acidentes graves registrados em menos de uma semana na Goleirinha e estabelecia prazo para apresentação de providências por parte dos órgãos responsáveis.
O acesso é considerado estratégico para moradores do bairro Santa Clara e para condutores que utilizam a ERS-129. Há anos, a comunidade aponta preocupações relacionadas à visibilidade, ao fluxo intenso de veículos e à velocidade desenvolvida no local.
Foto: Divulgação

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