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Jovens têm até 30 de junho para receber vacina contra HPV em campanha especial no RS


Secretaria da Saúde reforça importância da imunização para adolescentes e jovens que ainda não receberam a dose

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) está intensificando o alerta para o encerramento da estratégia extraordinária de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) no Rio Grande do Sul. A campanha, voltada para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não foram imunizados, segue disponível até o próximo dia 30 de junho em unidades de saúde de todo o Estado.

A iniciativa foi lançada pelo Ministério da Saúde com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal entre pessoas que não receberam a vacina na faixa etária recomendada. O esquema adotado prevê aplicação em dose única e contempla tanto o público feminino quanto o masculino.

Considerado uma das principais ferramentas de prevenção contra diversos tipos de câncer, o imunizante protege especialmente contra o câncer do colo do útero, além de reduzir o risco de tumores que podem atingir pênis, ânus, boca e orofaringe. O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo e está associado à quase totalidade dos casos de câncer de colo uterino.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é quadrivalente e oferece proteção contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. Enquanto os tipos 6 e 11 estão relacionados principalmente ao surgimento de verrugas genitais, os tipos 16 e 18 são considerados de alto risco e respondem por cerca de 70% dos casos de câncer associados ao HPV.

No calendário nacional de vacinação, a imunização contra o vírus é oferecida rotineiramente para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A Secretaria Estadual da Saúde orienta que adolescentes e jovens sem comprovação do histórico vacinal sejam considerados não imunizados e recebam a dose.

Cobertura vacinal avança, mas ainda há desafios

Os dados mais recentes mostram evolução na cobertura vacinal, especialmente entre as meninas. Em 2024, a vacinação atingiu 87,1% do público feminino e 71,1% do masculino na faixa etária prevista pelo programa nacional.

No ano seguinte, os índices apresentaram crescimento, alcançando 91% entre as meninas e quase 80% entre os meninos. Apesar do avanço, a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é atingir 90% de cobertura em ambos os grupos.

Diante desse cenário, a SES reforça a importância da adesão dos adolescentes e jovens ainda não vacinados, especialmente do público masculino, que continua apresentando índices inferiores aos registrados entre as meninas.

Foto: Ministério da Saúde / Arquivo

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