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Governo do Estado propõe formato para depoimento de Eduardo Leite na CPI dos Pedágios


Casa Civil encaminhou sugestão de roteiro à comissão; data da oitiva ainda será definida

A Casa Civil do Governo do Rio Grande do Sul encaminhou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os contratos de concessão de rodovias estaduais uma proposta para a realização da oitiva do governador Eduardo Leite. O encontro ainda não tem data marcada, mas a sugestão estabelece regras para participação, tempo de fala e organização dos questionamentos.

O documento foi enviado ao presidente da comissão, deputado Paparico Bacchi, e ao relator, deputado Miguel Rossetto. A proposta prevê que a reunião ocorra no Plenarinho da Assembleia Legislativa, com acesso restrito aos parlamentares, assessores da CPI, equipes de gabinete e representantes do governo estadual. Para acompanhar os trabalhos, o público teria acesso a outro espaço da Casa Legislativa.

Pelo roteiro sugerido, a sessão iniciaria com manifestações do presidente e do relator da CPI, que teriam dez minutos cada para contextualizar os trabalhos da investigação. Em seguida, o governador faria uma apresentação inicial com duração de até vinte minutos.

A proposta também estabelece dois blocos de perguntas. Em cada etapa, cinco deputados titulares teriam cinco minutos para formular seus questionamentos, totalizando 25 minutos de arguição por bloco. Após cada rodada, Eduardo Leite contaria com dez minutos para responder aos parlamentares. O encerramento da reunião ficaria a cargo da presidência da CPI.

A definição sobre o formato da participação do governador ainda dependerá de deliberação dos integrantes da comissão. Uma reunião interna foi agendada para a terça-feira, 2 de junho, quando os deputados deverão discutir a resposta oficial ao governo e definir detalhes da oitiva.

Entre os temas em debate está o número de parlamentares autorizados a participar diretamente dos questionamentos. Há propostas para que o espaço seja aberto não apenas aos membros titulares da CPI, mas também aos suplentes e até mesmo a todos os deputados que assinaram o pedido de criação da comissão.

Foto: Divulgação

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