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Petrobras sinaliza reajuste da gasolina e governo anuncia subsídio para conter alta nos combustíveis

Mudanças devem impactar preços nas bombas nos próximos dias

A Petrobras indicou que prepara um reajuste no preço da gasolina, enquanto o governo federal anunciou uma nova medida para tentar reduzir os impactos da alta dos combustíveis sobre consumidores e empresas. As sinalizações ocorreram entre terça-feira, 12, e quarta-feira, 13, em meio ao avanço das cotações internacionais do petróleo.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal já trabalha internamente na atualização dos preços da gasolina, embora ainda sem divulgar percentuais ou data para aplicação do reajuste. Segundo ela, a decisão leva em consideração tanto o mercado internacional quanto o comportamento do etanol no Brasil, combustível que concorre diretamente com a gasolina nos veículos flex.

A executiva destacou que a queda recente nos preços do etanol passou a influenciar diretamente as estratégias comerciais da companhia, principalmente para evitar perda de espaço no mercado nacional de combustíveis. A Petrobras também confirmou que acompanha diariamente as oscilações internacionais do petróleo antes de definir eventuais mudanças nos preços repassados ao consumidor.

Além da gasolina, a estatal também confirmou que o gás natural deverá sofrer reajustes nos próximos períodos. A empresa informou ainda que segue monitorando riscos relacionados ao abastecimento e à competitividade no setor.

Paralelamente, o governo federal anunciou uma medida provisória para criar um mecanismo de compensação financeira destinado a reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os combustíveis vendidos no país.

Na prática, a proposta prevê uma espécie de subsídio às refinarias e importadoras por meio da devolução parcial de tributos federais incidentes sobre gasolina e diesel. O ressarcimento será operacionalizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Conforme o Ministério do Planejamento, a compensação poderá chegar a até R$ 0,8925 por litro de gasolina e R$ 0,3515 por litro de diesel. Inicialmente, porém, o governo pretende aplicar um abatimento entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro da gasolina. Já o diesel deverá receber subsídio integral previsto a partir de junho, quando termina a desoneração temporária de tributos federais.

A equipe econômica compara o mecanismo a uma devolução tributária para amortecer aumentos bruscos nos preços dos combustíveis e evitar que toda a pressão internacional seja repassada imediatamente aos postos.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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