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Defesa de prefeita de Estrela e ex-secretário decide não prestar depoimento em investigação eleitoral


Investigados aguardam análise do Judiciário antes de se manifestarem à Polícia Civil sobre supostas irregularidades nas eleições de 2024

A defesa da prefeita de Estrela, Carine Schwingel, e do ex-secretário municipal Carlos Rafael Mallmann informou, na quinta-feira, 7 de maio, que ambos optaram por não comparecer à oitiva marcada pela Polícia Civil em Santa Cruz do Sul. Os depoimentos estavam relacionados à investigação sobre supostos crimes eleitorais ligados ao pleito municipal de 2024.

De acordo com nota divulgada pela assessoria jurídica dos investigados, a decisão foi tomada enquanto aguarda análise do Poder Judiciário sobre um pedido protocolado pela defesa, que aponta possíveis irregularidades na condução da investigação.

No comunicado, os advogados afirmam que a postura não representa recusa em colaborar com as apurações, mas uma medida adotada para garantir o cumprimento do devido processo legal. A defesa também sustenta que os investigados permanecem à disposição para prestar esclarecimentos após manifestação judicial sobre os questionamentos apresentados.

O delegado responsável pelo caso, Marconi Silva, informou que não serão realizadas novas intimações, considerando que duas datas para oitivas já haviam sido previamente agendadas.

Além da prefeita e do ex-secretário, também é alvo da investigação o vice-prefeito Márcio Mallmann. Carlos Rafael Mallmann, que atuava como secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, deixou recentemente o cargo para trabalhar na coordenação de campanha política.

A investigação apura suspeitas de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, prática conhecida popularmente como caixa dois. O caso ganhou repercussão após a deflagração da Operação Ambitus Sidum, conduzida pela Polícia Federal no último dia 24, em Estrela.

Segundo a defesa, uma petição apresentada à Justiça Eleitoral reúne elementos que apontariam supostas ilegalidades na investigação. Os advogados reiteraram ainda que os envolvidos negam a prática de crimes eleitorais e afirmam manter compromisso com a transparência durante o andamento do processo.

Até o momento, a investigação segue em fase de apuração e não há decisão judicial sobre eventual responsabilização dos envolvidos.

Foto: Reprodução

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