Anvisa libera produção nacional de vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Butantan
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a fabricação no país da vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. A decisão foi oficializada na segunda-feira, 4 de maio, e representa um avanço na estratégia de enfrentamento da doença no Brasil.
O imunizante, conhecido como Butantan-Chik, já havia feito história em 2025 ao se tornar a primeira vacina contra chikungunya aprovada no mundo, com reconhecimento da própria Anvisa. Agora, com a liberação para produção em território nacional, a expectativa é de maior disponibilidade de doses e agilidade na distribuição.
De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, a medida abre caminho para ampliar o alcance da vacina, especialmente por meio do sistema público de saúde. A produção local deve facilitar os processos necessários para eventual incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Desde o início de 2026, o Ministério da Saúde já vinha adotando um projeto piloto com a aplicação do imunizante em municípios com maior incidência da doença, buscando avaliar a efetividade e a logística de distribuição em larga escala.
Os resultados científicos também reforçam a eficácia da vacina. Um estudo publicado em 2023 na revista The Lancet apontou que 98,8% dos participantes dos testes clínicos desenvolveram resposta imunológica contra o vírus, indicando alto potencial de proteção.
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do zika vírus, e pode causar febre alta e dores articulares intensas, com impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes.
Foto: Pablo Jacob / Governo de SP / Divulgação

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