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Livro sobre recuperação de matas ciliares começa a ser distribuído no Vale do Taquari

Publicação reúne pesquisas realizadas ao longo de quatro anos na bacia do rio Taquari

Teve início nesta semana a distribuição gratuita de um livro voltado à restauração de florestas ribeirinhas no Vale do Taquari. A obra, produzida a partir de pesquisas conduzidas ao longo de quatro anos, será encaminhada a escolas, bibliotecas e órgãos ambientais da região.

Intitulado “Restauração ecológica de florestas ribeirinhas: experiências nas margens do rio Taquari e afluentes”, o material é vinculado à Universidade do Vale do Taquari (Univates). Ao todo, 200 exemplares físicos estão sendo impressos para entrega gratuita, enquanto a versão digital já está disponível para acesso público.

Organizada por Elisete Maria de Freitas, Luana Lermen Becchi, Marcos Vinicius Vizioli Klaus e Fernanda Bruxel, a obra busca aproximar a produção acadêmica da comunidade, contribuindo para a adoção de práticas mais sustentáveis na região.

O conteúdo do livro resulta de um projeto desenvolvido entre fevereiro de 2021 e março de 2025, com foco na recuperação da vegetação em áreas próximas a rios e arroios da bacia do Taquari. A iniciativa envolveu pesquisadores, docentes e estudantes ligados a áreas como biodiversidade e conservação ambiental.

Com mais de 200 páginas, a publicação reúne informações técnicas e práticas, abordando desde a identificação de espécies nativas até processos ecológicos essenciais, como a dispersão de sementes. Também são apresentados registros de fauna e flora, além de orientações para intervenções em áreas sujeitas a inundações.

Entre os destaques do material está uma lista ilustrada de espécies indicadas para projetos de restauração, especialmente adaptadas às condições das margens de rios. A proposta é oferecer subsídios tanto para gestores públicos quanto para profissionais da área ambiental, pesquisadores e estudantes.

A distribuição nas escolas tem como objetivo ampliar o acesso ao conhecimento científico e incentivar práticas de educação ambiental. A iniciativa ocorre em um momento em que eventos climáticos recentes, como as enchentes registradas em 2023 e 2024, evidenciaram a fragilidade das áreas ribeirinhas e a necessidade de recuperação dessas regiões.

Foto: Divulgação 

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