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El Niño pode retornar ao Brasil a partir de maio com impacto no clima e na agricultura

A projeção atual indica um evento de intensidade entre fraca e moderada

Dados recentes da NOAA indicam que o fenômeno El Niño pode voltar a se formar já a partir de maio, com 62% de probabilidade de consolidação entre junho e agosto. A tendência é de intensificação ao longo do segundo semestre, com reflexos no clima em diversas regiões do Brasil.

Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico na faixa equatorial, o El Niño altera o padrão dos ventos e interfere diretamente na dinâmica climática global. Esse processo modifica a distribuição de chuvas e temperaturas, provocando efeitos distintos entre as regiões brasileiras.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Sul do país tende a registrar volumes elevados de precipitação, o que aumenta o risco de cheias e eventos extremos. Já no Norte e Nordeste, a previsão aponta para redução das chuvas e possibilidade de estiagens prolongadas. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o cenário inclui maior irregularidade nas precipitações e períodos de calor acima da média.

A projeção atual indica um evento de intensidade entre fraca e moderada. Ainda assim, especialistas alertam que, diante das mudanças climáticas, mesmo episódios menos intensos podem gerar impactos relevantes, especialmente quando associados a eventos extremos como ondas de calor e chuvas intensas.

A probabilidade de ocorrência do El Niño deve ultrapassar 80% a partir de agosto, mantendo-se elevada até o fim de 2026. 

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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