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Caminhoneiros adiam greve após medidas do governo sobre frete e diesel


Categoria aguarda reunião com autoridades para definir próximos passos

Os caminhoneiros decidiram suspender a paralisação prevista para a quinta-feira, 19, após o governo federal anunciar medidas voltadas ao setor. A categoria optou por aguardar uma nova rodada de negociações com representantes do Executivo, prevista para a próxima semana.

A mobilização havia sido articulada em meio ao aumento no preço dos combustíveis e a dificuldades no cumprimento do piso mínimo do frete. Com a edição de uma Medida Provisória que reforça regras e amplia a fiscalização sobre os valores pagos no transporte rodoviário de cargas, lideranças do setor optaram por abrir espaço para diálogo antes de qualquer paralisação.

De acordo com representantes sindicais, ainda há divergências internas entre os trabalhadores, especialmente sobre como lidar com a alta do diesel. A expectativa é que o encontro com a Agência Nacional de Transportes Terrestres ajude a esclarecer os impactos das novas medidas e possíveis ajustes.

A reunião contará também com integrantes do governo federal. O ministro Guilherme Boulos confirmou que receberá representantes da categoria na próxima quarta-feira (25), após articulações para evitar a paralisação nacional.

Entre as ações anunciadas pelo governo está o reforço na fiscalização do piso do frete, com possibilidade de punições mais rigorosas para empresas que descumprirem a legislação. As sanções incluem multas elevadas e até a suspensão do direito de operar no setor em casos de reincidência.

A Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva altera regras vigentes e amplia o controle sobre as operações de transporte, exigindo o registro detalhado dos fretes por meio de sistema eletrônico. A iniciativa busca garantir maior transparência e impedir pagamentos abaixo do mínimo estabelecido.

Apesar do avanço nas negociações, os caminhoneiros mantêm outras reivindicações, como a revisão do preço do diesel, maior fiscalização sobre o mercado de combustíveis e medidas emergenciais, como a isenção de pedágio para veículos vazios em períodos de crise.

A definição sobre uma eventual paralisação dependerá do resultado das tratativas com o governo e da avaliação da categoria nos próximos dias.

Foto: ANTT / Reprodução

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