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Operação contra sonegação e lavagem de dinheiro cumpre ordens judiciais em Guaporé e outras cidades do Sul


Ação integrada do GAECO, Polícia Civil e Receita Estadual apura prejuízo estimado de R$ 80 milhões aos cofres públicos

Uma ação integrada do Ministério Público do Rio Grande do Sul, da Polícia Civil e da Receita Estadual cumpriu ordens judiciais em Guaporé nesta quarta-feira, 28, como parte de uma operação voltada ao combate a um esquema de evasão fiscal e lavagem de dinheiro que teria causado prejuízo estimado de R$ 80 milhões aos cofres públicos.

A ofensiva, denominada Operação Acerto de Contas, mobilizou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRS), a Polícia Civil e a Receita Estadual, com o cumprimento de medidas judiciais em 11 municípios do Rio Grande do Sul e em Florianópolis, em Santa Catarina. Em Guaporé, foram executadas diligências autorizadas pela Justiça, incluindo buscas e medidas patrimoniais.

As ordens judiciais abrangeram bloqueio de ativos financeiros, sequestro de imóveis e apreensão de veículos, com o objetivo de interromper a atuação de um esquema investigado por crimes como associação criminosa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

De acordo com as investigações, o núcleo do esquema seria comandado por um profissional da área contábil, com registro profissional cassado desde 2023, que continuava atuando de forma irregular por meio de terceiros. Ele é apontado como responsável pela criação e administração de dezenas de empresas de fachada, utilizadas para a emissão de documentos fiscais irregulares e redução indevida de tributos, especialmente ICMS.

As apurações indicam que as empresas eram utilizadas para gerar créditos fiscais fictícios, repassar companhias endividadas a terceiros e movimentar recursos de origem ilícita, dificultando a identificação dos verdadeiros beneficiários. Também foram identificados indícios de ocultação de patrimônio, com veículos e imóveis registrados em nome de terceiros.

A Operação Acerto de Contas é resultado da convergência de investigações conduzidas pelo GAECO/MPRS e pela Polícia Civil desde 2024, a partir de relatórios técnicos elaborados pela Receita Estadual. O compartilhamento de informações entre os órgãos foi autorizado pela Justiça, possibilitando a adoção simultânea de medidas criminais e fiscais.

As investigações seguem em andamento para apurar a extensão dos crimes, identificar todos os envolvidos e assegurar a recuperação de valores desviados do erário.

Foto: Gaeco / Reprodução

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