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La Niña entra em fase final e modelos climáticos indicam possível El Niño em 2026


Relatórios internacionais apontam transição para neutralidade climática e acompanham, com cautela, a possível retomada do fenômeno no próximo ano

O fenômeno La Niña, que vem influenciando o clima em diferentes regiões do planeta nos últimos meses, está próximo do encerramento. A informação consta em análises divulgadas por centros internacionais de meteorologia, que também passam a monitorar a possibilidade de retorno do El Niño ao longo de 2026.

Segundo o mais recente boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há probabilidade estimada em 75% de que o atual episódio de La Niña chegue ao fim entre janeiro e março. Com isso, o sistema climático global deve migrar para uma fase de neutralidade, caracterizada pela ausência dos extremos associados aos fenômenos oceânicos do Pacífico Equatorial.

As projeções indicam que esse cenário neutro tende a se manter pelo menos até o final do outono de 2026 no Hemisfério Sul. A partir desse período, os modelos passam a sinalizar condições favoráveis ao desenvolvimento de um novo El Niño, embora ainda sem definição quanto à sua intensidade ou duração.

Apesar de a maioria dos institutos meteorológicos internacionais trabalhar com a hipótese de retorno do fenômeno, os especialistas destacam que ainda não há consenso técnico. A confiabilidade das projeções deve aumentar à medida que novos dados sejam incorporados aos modelos climáticos nos próximos meses.

No debate técnico, também volta à tona o termo “Super El Niño”, expressão não oficial utilizada para descrever eventos de aquecimento excepcional das águas do Pacífico Equatorial, com impactos climáticos amplificados em escala global. Episódios desse tipo não constituem uma classificação formal da NOAA ou da Organização Meteorológica Mundial (OMM), mas são empregados para diferenciar ocorrências extremas das mais comuns.

Um exemplo recente foi o El Niño registrado entre 2023 e 2024, que apresentou intensidade acima da média histórica e esteve associado a eventos de cheia no Rio Grande do Sul. Meteorologistas, no entanto, ressaltam que não é esperado que episódios dessa magnitude ocorram de forma consecutiva.

De forma preliminar, as projeções para um eventual El Niño em 2026 indicam maior frequência de precipitações e um inverno menos rigoroso. Ainda assim, os especialistas reforçam que o cenário permanece em construção e pode sofrer alterações conforme a evolução das condições oceânicas e atmosféricas ao longo do tempo.

Foto: Reprodução

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