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Estudante de Lajeado inicia trajetória acadêmica em universidade aeroespacial dos Estados Unidos


Selecionado por sete instituições, jovem começa em maio curso de engenharia aeroespacial na Embry-Riddle Aeronautical University, na Flórida

O estudante João Pedro Scherer de Sampaio Carvalho, egresso do Centro de Educação Básica Gustavo Adolfo, de Lajeado, foi aprovado para cursar engenharia aeroespacial na Embry-Riddle Aeronautical University, nos Estados Unidos, onde inicia as aulas em maio, após ser selecionado por sete universidades norte-americanas.

A escolha pela Embry-Riddle, localizada no estado da Flórida, ocorreu em função da afinidade do estudante com a área aeronáutica e com a proposta acadêmica da instituição, reconhecida internacionalmente pela formação voltada ao setor aeroespacial. A universidade, fundada há mais de um século, é referência na preparação de profissionais para atuação na aviação e na exploração do espaço.

A trajetória de João Pedro está ligada desde cedo à área tecnológica. Filho de piloto, demonstrou interesse por disciplinas como física, matemática e tecnologia, além de ter domínio avançado de idiomas. Alfabetizado em inglês e mandarim, ele participou, há três anos, de um curso de foguetes e robótica promovido pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), experiência que contribuiu de forma decisiva para a definição de sua carreira.

A passagem pela Nasa rendeu ao estudante uma carta de recomendação do diretor do programa, destacando seu desempenho e dedicação. O documento foi citado publicamente pelo diretor do Colégio Gustavo Adolfo, Edson Wiethölter, que ressaltou a atuação do aluno ao longo dos anos em que integrou a comunidade escolar.

João Pedro nasceu em Balneário Camboriú e viveu na China dos dois aos oito anos de idade. Ao retornar ao Brasil e se estabelecer em Lajeado, ingressou no ensino bilíngue do Gustavo Adolfo, onde recebeu apoio pedagógico para adaptação ao português. Com o avanço dos estudos, passou a se destacar em atividades ligadas à ciência e à tecnologia.

Segundo o estudante, os preparativos para a mudança estão em fase final. Em abril, ele viaja aos Estados Unidos acompanhado do pai para conhecer o campus e organizar a permanência, que deve incluir moradia universitária nos primeiros anos do curso.

Instituições aeroespaciais norte-americanas têm ampliado o interesse por estudantes brasileiros com fluência em inglês e formação sólida em áreas científicas. De acordo com o diretor do colégio, há reconhecimento internacional da criatividade desses alunos, especialmente diante da demanda crescente por profissionais qualificados nas áreas de engenharia, tecnologia e exploração aeroespacial.

Foto: Arquivo Pessoal

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