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Banco Central aponta R$ 10 bilhões ainda disponíveis em valores esquecidos


Recursos pertencem a pessoas físicas e empresas e podem ser consultados por meio do sistema oficial da autoridade monetária

O Banco Central informou que ainda permanecem nas instituições financeiras cerca de R$ 10 bilhões em valores não resgatados por clientes. O montante considera dados consolidados até novembro e reúne recursos deixados para trás em bancos, consórcios e outras entidades do sistema financeiro nacional.

Segundo o levantamento, aproximadamente R$ 7,8 bilhões pertencem a 49,3 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,22 bilhões correspondem a valores de 4,96 milhões de empresas. Desde a criação do sistema de consulta, já foram devolvidos R$ 12,92 bilhões aos titulares.

A consulta e a solicitação de devolução podem ser feitas exclusivamente pelo site oficial do Banco Central, no endereço valoresareceber.bcb.gov.br. Embora houvesse a previsão de encerramento do prazo em outubro de 2024, o Ministério da Fazenda esclareceu que não há data-limite para o resgate dos recursos.

Para receber os valores por meio do sistema, é necessário informar uma chave Pix. Caso o cidadão não possua uma chave cadastrada, deverá contatar diretamente a instituição financeira responsável ou criar uma chave e retornar ao sistema para efetuar a solicitação. No caso de valores vinculados a pessoas falecidas, a consulta é restrita a herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legais, mediante preenchimento de termo de responsabilidade.

O Banco Central também disponibilizou, desde maio do ano passado, a opção de solicitação automática de resgate. A funcionalidade é facultativa, exclusiva para pessoas físicas com conta gov.br de nível prata ou ouro, verificação em duas etapas ativada e chave Pix vinculada ao CPF. Com a adesão, o cidadão não precisa realizar consultas periódicas, e o crédito é feito diretamente pela instituição financeira, sem aviso prévio do BC.

As instituições que não aderiram ao modelo de devolução via Pix continuam exigindo solicitação manual, procedimento que também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas.

Foto: Marcos Santos / USP / Reprodução

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