Taquari-Antas vira eixo central do Projeto RioS para enfrentar eventos extremos no RS
A bacia hidrográfica Taquari-Antas passa a ocupar papel estratégico no Projeto RioS, iniciativa do governo do Rio Grande do Sul voltada à construção de uma polÃtica estadual de resiliência climática. Coordenado pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha, em parceria com o BNDES, o programa prevê investimento de R$ 30 milhões, via Funrigs, e abrange nove bacias do Estado, com foco especial naquela que mais sofreu com eventos extremos recentes.
Apresentado pelo governador Eduardo Leite, o RioS propõe um diagnóstico aprofundado de médio e longo prazo para enfrentar enchentes, enxurradas e deslizamentos, integrando adaptação climática, redução de riscos, justiça territorial e desenvolvimento socioeconômico sustentável. A iniciativa deverá orientar decisões públicas com base técnica e evitar respostas fragmentadas diante de um cenário climático cada vez mais severo.
No recorte da Taquari-Antas, o estudo vai detalhar as áreas mais vulneráveis ao longo do eixo do Rio Taquari, incluindo municÃpios como Lajeado, Estrela, Arroio do Meio, Cruzeiro do Sul, Roca Sales, Muçum e Encantado. O mapeamento abrangerá riscos hidrológicos, ocupações em áreas inundáveis, gargalos de drenagem, fragilidades de encostas e limites do atual ordenamento territorial.
A proposta também servirá como base para definir intervenções emergenciais e estruturantes, a partir de modelagens de risco climático e avaliação de vulnerabilidades. O objetivo é construir um portfólio de programas, planos e projetos viáveis para reorganizar territórios expostos a desastres, combinando obras de contenção de cheias, proteção de áreas de várzea, redesenho urbano, reassentamentos e polÃticas integradas de uso do solo.
O trabalho será desenvolvido em quatro etapas: estruturação da governança institucional; caracterização e avaliação de ameaças e riscos; desenho da estratégia estadual de resiliência; e implementação das intervenções priorizadas. Para o governo, colocar a Taquari-Antas no centro do RioS é reconhecer que eventos extremos deixaram de ser exceção na região e que a reconstrução precisa caminhar junto com planejamento, prevenção e adaptação climática.
Foto: Reprodução
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