Quatro décadas sem Teixeirinha: o ídolo popular que segue vivo na memória dos gaúchos
Marcos, homenagens e memórias mostram que a obra do artista atravessou gerações com força rara na cultura regional
Há exatamente quatro décadas, em 4 de dezembro de 1985, o Rio Grande do Sul se despedia de um de seus maiores símbolos culturais: Vitor Mateus Teixeira, o popular Teixeirinha. A morte em decorrência de um câncer encerrou a trajetória física do artista, mas não interrompeu sua influência, que se expandiu com o passar do tempo, transformando-o em referência permanente da música regional.
Desde então, o nome de Teixeirinha continua ecoando nas rádios, nos festivais, nos rodeios e na memória afetiva de quem cresceu ouvindo sua voz. O impacto permanece tão forte que seu túmulo, no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre, é o mais visitado do local há 40 anos consecutivos, especialmente no Dia de Finados. O gesto revela muito mais do que saudade: mostra que a relação do público com ele transcende gerações.
O artista, que reuniu em sua carreira música, cinema e comunicação, alcançou um patamar praticamente único na cultura gaúcha. Seus sucessos, entre eles Querência Amada, Tordilho Negro e Coração de Luto, ultrapassaram fronteiras e se tornaram patrimônio afetivo do Rio Grande do Sul. Nos cinemas, sua popularidade lotou salas pelo interior com os 12 filmes que protagonizou.
As homenagens espalhadas pelo estado reforçam essa permanência. Em Passo Fundo, uma escultura feita por Paulo Siqueira, inaugurada em 1991 e composta por sucatas e metais, se tornou uma das marcas visuais da cidade onde Teixeirinha viveu no final da década de 1950. Já em Rolante, sua terra natal, o orgulho pela figura do artista aparece antes mesmo da entrada no município: o pórtico anuncia “Terra natal do Teixeirinha”.
No centro da cidade, uma estátua assinada por Valério Voltz, de 2008, celebra o menino nascido na localidade da Mascarada, onde viveu até os seis anos. Rolante abriga ainda a Rota Teixeirinha, formada por placas em forma de violão que reproduzem letras emblemáticas de sua carreira. Duas delas, O Colono e Velho Casarão, foram perdidas durante a enchente do ano passado, mas o município já confirmou que fará a reposição até o primeiro semestre de 2026.
Quarenta anos após sua partida, a presença de Teixeirinha permanece viva, não apenas nas homenagens, mas no cotidiano cultural do Estado. Seu legado segue crescendo, reafirmando a força de um artista que se tornou eterno sem precisar estar presente.
Teixeirinha: vida, obra e legado
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Ícone máximo da música regional gaúcha.
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Vendeu milhões de discos e levou o regionalismo ao grande público nacional.
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Protagonista de 12 filmes que marcaram gerações.
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Compositor de clássicos que seguem entre as músicas gaúchas mais ouvidas.
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Figura querida e próxima do público, responsável por aproximar a cultura campeira das grandes cidades.
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Mantém o túmulo mais visitado da Santa Casa de Porto Alegre há quatro décadas.
Teixeirinha permanece como um dos maiores nomes da cultura do Rio Grande do Sul: um artista que, mesmo ausente fisicamente, nunca deixou de ser parte da vida dos gaúchos.
Foto: Reprodução

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