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Câmara de Encantado avalia abertura de CPI para apurar falhas no abastecimento de água


Reclamações recorrentes contra a Corsan/Aege motivam debate que pode resultar em investigação parlamentar

A Câmara de Vereadores de Encantado decide nesta segunda-feira, 15, se instala uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a prestação dos serviços de abastecimento de água pela Corsan/Aege. A iniciativa surge em meio a sucessivas reclamações da população sobre interrupções no fornecimento e instabilidade no sistema em diversos bairros do município.

O pedido de abertura da CPI foi protocolado em junho pelo então presidente do Legislativo, Daniel Passaia, e recebeu o apoio de outros parlamentares. Desde então, os problemas no abastecimento seguiram no centro do debate público, ampliando a pressão por respostas mais efetivas da concessionária.

Conforme o atual presidente da Câmara, Cris Costa, a empresa atribui as falhas a fatores como queima frequente de bombas, baixa pressão na rede, falta de energia elétrica e necessidade de deslocar geradores de outras cidades. Além disso, questões estruturais antigas, como vazamentos e tubulações defasadas, agravam o cenário.

O caso também chamou a atenção do Ministério Público. Segundo informações repassadas por meio do promotor responsável, a situação registrada no último fim de semana ainda não havia sido comunicada oficialmente, mas já houve apuração junto à concessionária. O MP sinalizou que poderá ingressar com ação judicial caso não haja solução efetiva. Paralelamente, a prefeitura notificou a empresa e anunciou a possibilidade de multa de até R$ 100 mil.

Atualmente, Encantado tem cerca de metade da população atendida pela Estação de Tratamento de Água (ETA), enquanto o restante depende de poços artesianos. O plano apresentado pela Corsan/Aege prevê a universalização do abastecimento via ETA até o ano de 2033.

Cris Costa reforçou que, independentemente da decisão desta segunda-feira, o Legislativo seguirá acompanhando de perto o tema, inclusive durante o recesso parlamentar de janeiro. Segundo ele, a condução do processo buscará responsabilidade institucional e foco em soluções concretas, evitando disputas políticas desnecessárias.

Foto: Reprodução

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