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Novas regras para ciclomotores e bikes elétricas começam em 2026 e devem mudar rotina de milhares de usuários

 

Fiscalização passa a exigir CNH, capacete e emplacamento em parte dos veículos; Contran redefine categorias e estabelece critérios técnicos

A partir de janeiro de 2026, ciclomotores, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos, como patinetes, skates motorizados e até cadeiras de rodas com propulsão elétrica, passarão a seguir um conjunto de regras mais rígido em todo o país. As normas foram definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e trazem novas exigências de segurança, definição de categorias e requisitos de habilitação.

A mudança mais significativa envolve os ciclomotores, que passam a exigir CNH categoria A ou ACC, além do uso obrigatório de capacete e emplacamento. Estados poderão regulamentar aspectos adicionais, como a cobrança de IPVA, já prevista no Rio de Janeiro.

Como ficam as classificações

O Contran organizou critérios técnicos para diferenciar cada tipo de veículo:

Bicicleta
– Propulsão exclusivamente humana
– Duas rodas

Veículo autopropelido
– Uma ou mais rodas
– Pode ter sistema de equilíbrio automático
– Motor de até 1 kW
– Velocidade máxima de 32 km/h
– Largura máxima de 70 cm
– Até 130 cm entre eixos

Bicicleta elétrica
– Propulsão humana com motor auxiliar
– Motor de até 1 kW
– Sem acelerador (motor só funciona ao pedalar)
– Velocidade limitada a 32 km/h

Ciclomotor
– Duas ou três rodas
– Motor a combustão de até 50 cilindradas ou elétrico de até 4 kW
– Velocidade máxima de 50 km/h

Alguns veículos ficam fora das novas regras, como equipamentos de uso exclusivo em competições, modelos off-road e dispositivos destinados à locomoção de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Penalidades e fiscalização

Com as mudanças, ciclomotores passam a estar sujeitos a infrações como:
Uso de via proibida: multa média (R$ 130,16) e 4 pontos
Circulação em calçadas e ciclovias sem autorização: multa gravíssima (R$ 880,41) e 7 pontos
Ausência de placa, registro ou licenciamento: multa gravíssima (R$ 293,47) e 7 pontos
Condução sem capacete: multa gravíssima, 7 pontos e suspensão da CNH
Trânsito em rodovias ou vias rápidas sem área própria: multa gravíssima, 7 pontos

A partir de 2026, a fiscalização passará a seguir integralmente esse novo conjunto de normas, que busca organizar a circulação dos veículos leves motorizados e aumentar a segurança em vias urbanas e rodovias.

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil / Reprodução

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