Chuvas extremas devem se tornar até cinco vezes mais frequentes no RS até 2100, aponta estudo da UFRGS
Projeções indicam aumento da precipitação média anual e maior risco de eventos hidrológicos severos
O Rio Grande do Sul deve enfrentar um cenário de mudanças expressivas no comportamento das chuvas nas próximas décadas. Projeções climáticas indicam que, até 2100, a precipitação média anual no estado pode crescer cerca de 4,8%. Mais preocupante, segundo os especialistas, é a frequência de eventos extremos: episódios considerados raros, aqueles que historicamente ocorrem uma vez a cada 100 anos, poderão se repetir até cinco vezes mais.
O estudo foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com base em modelos climáticos globais e regionais. As análises apontam o Sul do Brasil como uma das áreas mais vulneráveis às alterações do ciclo hidrológico, sobretudo pela combinação entre aumento das temperaturas e maior disponibilidade de umidade na atmosfera.
Segundo os pesquisadores, o estado deve conviver com chuvas mais intensas e concentradas, ampliando riscos de enchentes, alagamentos e desastres associados. O levantamento reforça a necessidade de adaptação das cidades, revisão de infraestruturas e planejamento de políticas públicas que considerem o impacto crescente dos eventos climáticos extremos.
Foto: Reprodução

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