Ministério Público de Goiás pede suspensão de vendas ao vivo de produtos da influenciadora Virgínia por suspeita de irregularidades comerciais
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) ingressou com ação na Justiça solicitando a suspensão das transmissões ao vivo de vendas realizadas pela WePink, marca de cosméticos da influenciadora Virginia Fonseca. O órgão alega que a empresa vem descumprindo normas do Código de Defesa do Consumidor e praticando irregularidades em suas operações comerciais.
De acordo com a Promotoria de Defesa do Consumidor, a marca acumula milhares de reclamações em razão de atrasos nas entregas, que em alguns casos chegam a sete meses, envio de produtos errados ou com defeito, além de falhas no atendimento e remoção de comentários negativos em redes sociais. Somente em 2025, a WePink já recebeu mais de 90 mil registros de reclamação na plataforma Reclame Aqui e 340 no Procon.
O MP-GO também cita declarações recentes de Thiago Stabile, sócio da empresa, que durante uma transmissão reconheceu que o crescimento acelerado das vendas gerou problemas de abastecimento. Para o Ministério Público, as falas demonstram que a WePink continuou anunciando e vendendo produtos mesmo sem condições logísticas de atender à demanda, o que pode caracterizar publicidade enganosa.
Na ação, o órgão requer que a Justiça determine à empresa a criação de um canal de atendimento com respostas em até 24 horas, o reembolso de valores pagos em até sete dias e a entrega de todos os pedidos em atraso. O MP ainda solicita multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento e indenização coletiva de R$ 5 milhões por danos morais.
A investigação sobre a WePink ocorre em meio à expansão do comércio eletrônico por meio de transmissões ao vivo — as chamadas lives de vendas —, modelo que vem ganhando popularidade no Brasil, mas que também levanta questionamentos sobre práticas de transparência e responsabilidade com o consumidor.
Foto: Reprodução

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