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Megaoperação policial no Rio deixa 64 mortos e mais de 80 presos nos Complexos da Penha e do Alemão

 

Uma das maiores ações de segurança já realizadas no Rio de Janeiro resultou em 64 mortes e 81 prisões nesta terça-feira, 28, durante uma megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital. Entre os mortos, estão quatro agentes de segurança. A ofensiva, que ainda segue em andamento, mobiliza 2.500 policiais e conta com o apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão contra líderes de facções criminosas e impedir o avanço territorial do Comando Vermelho (CV), principal organização do tráfico no estado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os dois complexos reúnem 26 comunidades sob domínio de grupos armados, e vinham sendo utilizados como rotas de refúgio e base de operações para criminosos de outros estados.

Durante as buscas, os policiais apreenderam 72 fuzis, dezenas de pistolas, granadas, rádios comunicadores e carregadores de alto calibre. O material foi encaminhado para a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), responsável pela investigação.

As forças de segurança informaram que a operação é o resultado de mais de um ano de monitoramento e investigação sobre a movimentação financeira e logística de integrantes da facção. O trabalho de inteligência foi conduzido pelo MPRJ e pela DRE, que mapearam a estrutura de comando e as conexões interestaduais do grupo.

Desde as primeiras horas da manhã, moradores relataram intensos tiroteios e circulação de blindados e helicópteros na região. O trânsito nas principais vias de acesso aos complexos, como a Avenida Brás de Pina e a Estrada do Itararé, foi interrompido. Escolas suspenderam as aulas e unidades de saúde funcionaram com restrições.

De acordo com o governo estadual, a operação deve continuar nos próximos dias, com o foco em localizar foragidos e consolidar o controle das áreas ocupadas. O secretário de Segurança Pública afirmou que a ação tem caráter “estratégico e preventivo”, voltado à desarticulação de redes criminosas que atuam no tráfico de drogas e em roubos de cargas e veículos.

A ação desta terça é considerada uma das mais letais da história recente do Rio, superando o número de mortos de outras operações de grande porte realizadas na última década. O Ministério Público acompanha as investigações sobre as circunstâncias das mortes e o cumprimento dos protocolos de uso da força durante a ofensiva.

Foto: X / Reprodução

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