Inicia construção da primeira rampa de escape do Estado na ERS-129, entre Muçum e Vespasiano Corrêa
O Governo do Estado deu início, na segunda-feira, 13, às obras da primeira rampa de escape do Rio Grande do Sul, localizada no km 88 da ERS-129, entre os municípios de Muçum e Vespasiano Corrêa. A estrutura será instalada em um trecho reconstruído após os deslizamentos provocados pelas chuvas extremas de maio de 2024. O investimento é estimado em R$ 770 mil, com execução da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) sob coordenação da Secretaria de Logística e Transportes (Selt).
A obra começa com o levantamento topográfico e a limpeza da área, etapa que antecede a escavação e o preenchimento da caixa de brita, responsável por desacelerar veículos em situação de emergência. Segundo o cronograma, as fases de terraplanagem e instalação devem ocorrer de forma simultânea, garantindo agilidade e segurança no andamento dos trabalhos.
Com 700 metros de extensão, a rampa será construída no sentido Vespasiano Corrêa–Muçum, sem necessidade de redução de faixas na rodovia. A decisão foi tomada após análise técnica e diálogo com a comunidade local, garantindo a manutenção das três faixas de rolamento e a fluidez do tráfego. A conclusão está prevista para novembro de 2025.
O trecho escolhido é conhecido pelo forte declive e histórico de acidentes graves, alguns com vítimas fatais. A instalação da estrutura atende a uma reivindicação antiga da população e de motoristas, que relataram frequentes riscos de falhas nos freios de caminhões ao descer o trecho.
Segundo o diretor-presidente da EGR, Luís Fernando Vanacôr, a execução da obra representa a realização de uma demanda histórica da região. “A construção de uma rampa de escape na região sempre foi uma demanda importante. Com a atualização da legislação e, sobretudo, com o empenho da EGR, conseguimos transformar esse projeto em realidade. Trata-se de um avanço concreto na segurança viária e de mais um compromisso da empresa com os gaúchos”, afirmou.
As rampas de escape são dispositivos utilizados em rodovias com longas descidas para conter veículos pesados em perda de controle, especialmente por falhas mecânicas ou superaquecimento dos freios. Ao entrar na caixa de brita, o veículo perde velocidade rapidamente, o que reduz significativamente o risco de colisões.
Foto: Rafael Bento / EGR / Reprodução

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