Governo descarta retorno do horário de verão e anuncia leilão de baterias para ampliar segurança energética
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira, 14, que o governo federal não pretende retomar o horário de verão neste ano. Segundo ele, o país vive um momento de estabilidade no setor elétrico e está em “condição de segurança energética completa”, resultado do planejamento e das boas condições hídricas registradas nos últimos anos.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. Silveira explicou que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), responsável por avaliar mensalmente a situação do fornecimento de energia e as tarifas, concluiu que não há necessidade de adotar medidas emergenciais. “Estamos completamente seguros de que não será preciso recorrer ao horário de verão em 2025”, reforçou.
Criado originalmente para economizar energia em períodos de maior consumo, o horário de verão foi suspenso em 2019 após estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontarem que a mudança no perfil de consumo reduziu sua eficácia. Com o avanço das fontes renováveis e o uso mais equilibrado da energia ao longo do dia, os ganhos passaram a ser considerados pouco significativos.
Silveira ressaltou, no entanto, que o governo não hesitaria em adotar a medida novamente se houvesse risco de desabastecimento. “O que não pode é faltar energia para o povo brasileiro. Se fosse necessário, teríamos total disposição de implementá-lo, independentemente de opiniões ou controvérsias”, afirmou.
O ministro também destacou que o Brasil possui uma matriz elétrica fortemente baseada em fontes renováveis, como a eólica e a solar, que embora sustentáveis, são intermitentes. Para garantir estabilidade ao sistema, Silveira anunciou que o governo lançará ainda neste ano um leilão de baterias voltado ao armazenamento de energia. “Vamos literalmente armazenar vento e sol. As baterias permitirão que a energia gerada durante o dia seja utilizada à noite, tornando o sistema mais equilibrado e confiável”, explicou.
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebbom / Agência Brasil

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