Dois casos suspeitos de intoxicação por metanol são investigados no RS; um já foi descartado
O Rio Grande do Sul registrou dois casos suspeitos de intoxicação por metanol, conforme atualização divulgada na segunda-feira, 6 de outubro, pela Secretaria Estadual da Saúde. Um dos casos, em Santa Maria, já foi descartado após análise laboratorial. O outro, envolvendo um homem de 38 anos, morador de Porto Alegre, segue em investigação.
O paciente da Capital foi atendido no Hospital de Pronto-Socorro no sábado, 4 de outubro, e já recebeu alta. Ele relatou ter ingerido uma cachaça que apresentou sabor e cheiro incomuns e preservou parte do líquido, que será encaminhado ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) para análise. Caso seja confirmada a presença de metanol, a investigação deverá identificar o lote e o local de comercialização da bebida.
O caso ocorre em meio a um alerta nacional emitido pelo Ministério da Saúde sobre o aumento de intoxicações associadas ao consumo de bebidas adulteradas. Até domingo, 5 de outubro, o Brasil contabilizava 209 casos em investigação e 16 confirmados, sendo 14 em São Paulo e dois no Paraná. O país também soma 15 mortes possivelmente relacionadas, das quais duas foram confirmadas no estado paulista.
O metanol é uma substância altamente tóxica utilizada em solventes e produtos químicos, proibida para uso em bebidas alcoólicas. A ingestão pode causar danos severos ao sistema nervoso central, fígado e nervo óptico, com risco de cegueira, coma e morte. Os sintomas geralmente aparecem entre 12 e 24 horas após o consumo e incluem dor abdominal, visão turva e confusão mental.
Foto: João Valério / Governo de SP / Reprodução

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