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Corte de verba trava mutirão do INSS e pode ampliar fila de mais de 2,6 milhões de benefícios

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu o pagamento de bônus por produtividade a servidores e peritos que atuam na análise de aposentadorias, pensões e auxílios. A decisão, comunicada na quarta-feira, 15, pelo presidente do órgão, Gilberto Waller Junior, ao Ministério da Previdência Social, foi motivada por falta de recursos e deve paralisar o programa criado para reduzir a fila de espera de beneficiários.

Com a medida, o Programa de Gestão de Benefícios (PGB), que vinha acelerando o processamento de pedidos, está temporariamente suspenso. No ofício, o presidente do INSS justificou a decisão como necessária para evitar “impactos administrativos decorrentes da continuidade de suas atividades sem a devida recomposição orçamentária”.

O programa substituiu o antigo mutirão da Previdência, encerrado em 2024, e oferecia bônus de R$ 68 por processo concluído aos servidores e de R$ 75 por perícia finalizada. O instituto afirmou que busca recompor os recursos para retomar o pagamento “o mais breve possível”.

Atualmente, mais de 2,6 milhões de brasileiros aguardam resposta do INSS. Com a suspensão dos bônus, especialistas avaliam que o tempo médio de espera — que já ultrapassa 45 dias em muitos casos — deve aumentar. A medida também impacta as análises sociais ligadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), que passam a ser realizadas apenas no horário regular de expediente.

O governo ainda não informou quando o orçamento será recomposto nem se há previsão para retomada do programa.

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

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