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Casos suspeitos de intoxicação por metanol chegam ao Rio Grande do Sul, e Ministério da Saúde alerta população


O Ministério da Saúde confirmou, na noite de sábado, 4 de outubro, que o Rio Grande do Sul passou a integrar a lista de estados com casos suspeitos de intoxicação por metanol. De acordo com o balanço divulgado pela Pasta, dois episódios estão sob investigação em território gaúcho. Em todo o país, já foram registrados mais de 200 casos relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas contaminadas.

A preocupação cresceu após novas mortes confirmadas em São Paulo. A Secretaria Estadual de Saúde informou que um homem de 46 anos morreu na capital paulista, na tarde de sábado, vítima de intoxicação por metanol. É a segunda morte confirmada no estado, que já havia registrado outro óbito no dia 15 de setembro, também na capital. Há ainda investigações em andamento em municípios como São Bernardo do Campo e Cajuru.

O metanol é uma substância tóxica usada na indústria química e na produção de combustíveis. Por ser semelhante ao etanol em aparência e sabor, tem sido utilizado ilegalmente na adulteração de bebidas destiladas. Mesmo em pequenas quantidades, sua ingestão pode causar danos graves ao sistema nervoso, cegueira e morte.

Além de São Paulo e do Rio Grande do Sul, a Paraíba também confirmou um caso suspeito. Um homem de 32 anos, internado na manhã de sábado, morreu após três paradas cardiorrespiratórias. A Secretaria de Saúde do estado informou que amostras da bebida consumida por ele estão sendo analisadas.

Diante do aumento de ocorrências, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recomendou cautela na compra e no consumo de bebidas alcoólicas. Em pronunciamento, ele pediu que a população evite destilados, especialmente aqueles vendidos em garrafas fechadas com rosca. Segundo o ministro, até o momento não há indícios de adulteração em bebidas enlatadas ou com tampas metálicas.

As investigações estão sendo conduzidas em parceria entre o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e a Polícia Civil, que apuram a origem das bebidas contaminadas. Autoridades reforçam a importância de adquirir produtos apenas de estabelecimentos regularizados e de observar rótulos, lacres e selos fiscais.

Foto: Reprodução

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