Pesquisa CNT/MDA mostra que quase metade dos brasileiros considera justa eventual condenação de Bolsonaro
O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Julgamento no STF
Bolsonaro e outros sete militares do chamado “núcleo 1” respondem no Supremo Tribunal Federal (STF) pela suposta trama golpista. O julgamento, iniciado na semana passada, foi retomado em 9 de setembro com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que defendeu a condenação do ex-presidente.
Entre os entrevistados, 57,6% acreditam que Bolsonaro será condenado, enquanto 28,9% projetam absolvição e 13,5% não souberam responder.
Cumprimento da pena
Caso a condenação ocorra, a população está dividida sobre o tipo de cumprimento da pena:
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32,2% defendem que Bolsonaro comece em prisão domiciliar;
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31,3% acreditam que deve iniciar em uma penitenciária comum;
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16,4% apontam para instalação militar;
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9,9% defendem sala especial da Polícia Federal;
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10,2% não responderam.
Efeitos políticos
A possível condenação é vista como um fator que pode ampliar a polarização política para 39,4% dos entrevistados. Outros 29,2% acreditam que o cenário seguirá igual, enquanto 18,8% projetam uma redução nas tensões.
Atos de 8 de janeiro
Sobre os episódios de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília, 36,1% avaliam que houve uma tentativa de golpe. Já 29,5% veem como um protesto que saiu do controle, 20% classificam como atos isolados de vandalismo e 14,4% não souberam opinar.
O recorte regional e social mostra diferenças:
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No Nordeste (41%) e no Sudeste (40%) há maior percepção de tentativa de golpe;
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Entre mulheres (37%) e pessoas com 60 anos ou mais (38%), a concordância também é superior;
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Católicos apontam mais para a tentativa de golpe (37%), enquanto entre evangélicos prevalece a visão de protesto descontrolado (37%).
Avaliação do governo Lula
A mesma pesquisa registrou melhora nos índices de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A aprovação do governo subiu para 31%, mantendo a reprovação em 40%. No desempenho pessoal, Lula avançou de 41% para 44%, enquanto a desaprovação caiu de 53% para 49%.
Foto: Tania Rego / Agência Brasil / Reprodução
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