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Governo propõe salário mínimo de R$ 1.631 para 2026


O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso na sexta-feira, 29 de agosto, pelo governo federal prevê que o salário mínimo de 2026 seja de R$ 1.631, um aumento de R$ 113 em relação aos atuais R$ 1.518, equivalente a 7,44%. O valor, no entanto, ainda poderá ser ajustado até o fim do ano, quando será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro, utilizado para o cálculo definitivo.

Se confirmado, o reajuste passará a valer em janeiro, refletindo na folha de pagamento de fevereiro. O valor proposto já supera a estimativa anterior de abril, que apontava para R$ 1.630.

O cálculo do salário mínimo combina a correção pela inflação medida pelo INPC e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, que foi de 3,4%. Essa metodologia foi instituída por lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, garantindo valorização real acima da inflação.

O salário mínimo é referência para 59,9 milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores com remuneração atrelada ao mínimo, aposentados e beneficiários de programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Além do efeito direto nos salários e benefícios, o aumento eleva o poder de compra e impacta o “salário médio” da população.

No entanto, reajustes maiores também pressionam as contas públicas. Segundo cálculos do governo, cada R$ 1 de aumento no mínimo gera uma despesa adicional de cerca de R$ 430 milhões em 2026. O incremento de R$ 113, portanto, representa bilhões a mais em gastos obrigatórios, o que pode reduzir a disponibilidade de recursos para despesas discricionárias do governo e afetar políticas públicas.

Foto: Abr / Reprodução

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