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Mudança no Imposto de Renda pode ampliar isenção e beneficiar 10 milhões de brasileiros


A proposta de reforma no Imposto de Renda que tramita na Câmara dos Deputados promete aliviar o bolso de quem ganha até R$ 5 mil por mês. Segundo estimativas da equipe econômica, cerca de 10 milhões de contribuintes deixariam de pagar o tributo a partir de 2026, ano em que a medida começaria a valer, caso seja aprovada pelo Congresso.

Hoje, a faixa de isenção do IR é de R$ 3.036. O governo propõe ampliar esse limite para R$ 5 mil, além de aplicar uma redução gradual da cobrança para salários entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. No texto do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL), o desconto iria até R$ 7,35 mil.

Cálculos da Confirp Contabilidade mostram que trabalhadores com salário mensal de R$ 5 mil teriam a maior economia. A redução seria de aproximadamente R$ 313 por mês, o que representa cerca de R$ 4 mil ao ano, já considerando o 13º salário. “É como se fosse praticamente um salário a mais no ano”, explicou o diretor tributário da empresa, Welinton Mota.

Para quem recebe R$ 4 mil, a economia seria proporcionalmente menor, mas ainda significativa — o equivalente a 37% de um salário a mais por ano. Já acima de R$ 7,35 mil, não haveria alteração na cobrança.

O governo pretende compensar a queda na arrecadação com a taxação dos chamados super ricos, pessoas físicas com rendimento acima de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil anuais). A proposta também prevê limites para a tributação de dividendos: até 34% no caso de empresas e até 45% para instituições financeiras.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a mudança poderia levar 65% dos declarantes do Imposto de Renda à condição de isentos, o que representaria que quase 9 em cada 10 brasileiros não pagariam IRPF.

Foto: Marcello Casal JR / Agência Brasil / Reprodução

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