Dois anos após enchente histórica, 24 famílias de Santa Tereza ainda aguardam entrega de casas prometidas
Passados dois anos da maior enchente já registrada em Santa Tereza, a reconstrução da cidade avança em estradas, pontes e praças, mas a entrega das novas moradias segue sem data definida. As 24 famílias que perderam tudo na tragédia ainda esperam pelas casas anunciadas como solução emergencial e que, inicialmente, deveriam ter sido concluídas em apenas 120 dias.
O empreendimento, vinculado ao programa estadual A Casa é Sua – Calamidade, acumula atrasos sucessivos e um aumento expressivo no custo. A necessidade de muros de contenção no Loteamento Popular Stringhini II, onde as casas estão sendo erguidas, fez o orçamento saltar de R$ 3,3 milhões para R$ 6,8 milhões. O município, além disso, arcou com despesas de terraplanagem, drenagem e infraestrutura, totalizando R$ 3,3 milhões em investimentos próprios.
Apesar de as unidades, de 44 metros quadrados cada, estarem em fase final, os prazos divulgados até agora não foram cumpridos. Em junho, a Secretaria Estadual de Habitação previa entrega em setembro. Depois, o governador Eduardo Leite e o secretário Carlos Gomes chegaram a apontar agosto como prazo final. Nenhuma dessas datas se concretizou.
Uma reunião foi realizada na quarta-feira, 10, no canteiro de obras, reunindo representantes do governo estadual, técnicos da Sehab, a prefeita Gisele Caumo e a construtora responsável. O encontro serviu para avaliar o estágio da construção e definir um cronograma realista para a conclusão.
Foto: Reprodução

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