Oposição ocupa plenários e pressiona por anistia de Bolsonaro e impeachment de Moraes
Deputados e senadores da oposição, em sua maioria do Partido Liberal (PL), passaram a madrugada desta quarta-feira, 6 de agosto, nos plenários da Câmara e do Senado, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada na segunda-feira, 4 de agosto. A ocupação das mesas diretoras inviabilizou o início dos trabalhos legislativos nesta manhã.
A ação, considerada por líderes governistas como um novo ataque às instituições democráticas, motivou revezamento dos parlamentares desde a noite anterior. Às 6h da manhã, os primeiros a pernoitarem deram lugar a outros congressistas da base de oposição.
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), convocaram reuniões com os líderes partidários para avaliar os próximos passos diante da ocupação.
Entre as principais reivindicações da oposição estão a inclusão na pauta de uma anistia geral e irrestrita aos condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga Bolsonaro.
Segundo a denúncia, o ex-presidente teria liderado uma trama para anular as eleições de 2022 com apoio de militares, além de supostamente planejar a prisão e o assassinato de autoridades. Bolsonaro e seus aliados negam as acusações.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também participou da vigília, afirmou em suas redes sociais que a oposição está “ocupando a mesa diretora para colocar em pauta o que é melhor para o Brasil”. Ele ainda relacionou o processo contra seu pai ao aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, citando que cerca de 36% das exportações estariam sendo afetadas por decisões atribuídas ao ex-presidente norte-americano Donald Trump.
A mobilização deve seguir até que a pauta exigida pelos oposicionistas avance no Congresso.
Foto: José Cruz / Agência Brasil

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