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Fiscalização eletrônica em rodovias federais é suspensa por falta de recursos


Desde 1º de agosto, a fiscalização eletrônica em rodovias federais foi suspensa devido à falta de recursos para a manutenção do Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV). A interrupção atinge contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em 26 estados e no Distrito Federal, abrangendo 3.887 faixas de monitoramento em cerca de 47 mil quilômetros de estradas.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Tráfego (Abeetrans), seriam necessários R$ 364 milhões para manter o programa neste ano, mas a Lei Orçamentária Anual destinou apenas R$ 43,3 milhões. A entidade alerta que a medida pode aumentar os índices de acidentes nas rodovias.

O Dnit classificou a suspensão como temporária e explicou que decorre de “ajustes orçamentários”. Em nota, o órgão informou que tem adotado medidas de engenharia para reduzir os riscos aos usuários e que segue trabalhando em parceria com outras esferas de governo para garantir a continuidade das ações de redução de sinistros de trânsito.

Radares instalados em rodovias federais concedidas à iniciativa privada — como a Freeway, BR-448, BR-101 e BR-386, administradas pela CCR ViaSul, continuam funcionando normalmente.

No Rio Grande do Sul, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que reforçará a fiscalização com radares portáteis e monitoramento dos reflexos na acidentalidade. Para o presidente da Abeetrans, Silvio Médici, a suspensão representa um risco significativo. “As vias estão sem controle de velocidade. Há orientação para que as superintendências adotem providências suplementares em trechos críticos, mas sabemos que isso é quase impossível devido à falta de efetivo”, afirmou.

Foto:  Envato / Reprodução

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