Polícia espanhola passa a considerar morto empresário de Estrela desaparecido em Barcelona
A polícia da Espanha passou a trabalhar com a hipótese de que o empresário Vitor Hugo Paladini, de 49 anos, esteja morto. Natural de Estrela, no Vale do Taquari, ele desapareceu em 15 de maio, pouco depois de chegar a Barcelona. A informação foi comunicada pelos Mossos d’Esquadra aos advogados que representam a família no Brasil.
O caso está sob responsabilidade da Unidade Central de Pessoas Desaparecidas dos Mossos d’Esquadra. Conforme informado à defesa, a investigação avançou para uma linha que considera a possibilidade de homicídio, com suspeita de que o corpo possa ter sido ocultado.
Último contato ocorreu durante deslocamento
Vitor Hugo havia viajado à Espanha por motivos pessoais e profissionais. No dia do desaparecimento, poucas horas depois de desembarcar em Barcelona, ele manteve contato com a esposa, Ane Paladini.
Por volta das 19h50min, o empresário informou que estava em um táxi e que deveria chegar em aproximadamente oito minutos ao apartamento onde seu irmão o aguardava. No entanto, ele não apareceu no local e, desde aquele momento, não houve mais comunicação com familiares.
Restos mortais passam por perícia
Segundo a defesa, restos mortais foram encontrados em uma área próxima a Barcelona e encaminhados para exames periciais. O objetivo é verificar se o material pertence ao empresário gaúcho.
Até o momento, porém, não existe confirmação oficial de que os restos encontrados sejam de Vitor Hugo Paladini. A família aguarda a conclusão dos procedimentos de identificação.
A advogada criminalista Sandra Pinheiro, que representa os familiares, informou que o processo permanece sob sigilo na Espanha. O advogado Maurício Batista da Silva também acompanha o caso.
A manutenção do sigilo limita o acesso da família e da defesa a informações sobre as diligências realizadas pelas autoridades espanholas. As investigações seguem sob responsabilidade da polícia da Espanha, que deverá esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e confirmar, ou não, a identidade dos restos submetidos à perícia.
Foto: Arquivo Pessoal

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