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Ponte entre Muçum e Encantado é liberada para veículos leves após mais de um mês de bloqueio

Trânsito será feito em meia pista, no sistema Pare e Siga; passagem de caminhões e outros veículos pesados permanece proibida até a reconstrução do pilar danificado

A passagem de veículos leves pela ponte que liga Muçum a Encantado foi liberada pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) na quinta-feira, 3 de setembro, após a conclusão dos testes de escoramento da estrutura. O trânsito será realizado em apenas uma faixa, pelo sistema Pare e Siga, enquanto seguem os trabalhos para a recuperação definitiva da ponte. A estrutura estava totalmente bloqueada desde 24 de julho, permanecendo 41 dias sem circulação de veículos.

A liberação ocorreu depois que a equipe de engenharia confirmou o comportamento adequado das estruturas metálicas instaladas para assumir parte da carga da ponte. O procedimento envolveu o uso de macacos hidráulicos para transferir o peso que estava sendo sustentado pelo pilar danificado para os novos apoios metálicos.

Com o resultado considerado satisfatório, a EGR autorizou a circulação de veículos leves. A medida, entretanto, não representa a conclusão da recuperação da ponte. O tráfego de veículos pesados continuará suspenso até que o pilar comprometido seja reconstruído e as demais etapas da obra sejam concluídas.

Uma espera que ultrapassou um mês

A interdição total foi determinada em 24 de julho, depois de uma vistoria apontar problemas em um dos pilares. Como as duas faixas de circulação dependiam da mesma estrutura de sustentação, a EGR inicialmente descartou a possibilidade de liberar apenas uma delas ou adotar o Pare e Siga antes da instalação de um sistema capaz de assumir a carga do pilar comprometido.

Em 12 de agosto, a empresa apresentou o projeto de escoramento e indicou que a primeira etapa poderia permitir a retomada da circulação de pedestres e veículos leves. As estruturas metálicas começaram a ser instaladas no fim de agosto.

Já em 3 de setembro, os equipamentos foram utilizados para retirar parte da carga do pilar danificado. A engenharia passou então a acompanhar o comportamento do conjunto antes de autorizar a retomada do trânsito.

Bloqueio também virou pauta política

Durante o período de interdição, a ponte deixou de ser apenas um problema de infraestrutura e passou a ocupar espaço no debate político de Muçum. A demora para uma solução definitiva alimentou críticas e também foi atravessada pelas disputas políticas entre candidatos e grupos que buscavam atribuir responsabilidades pela situação.

A condução do governo municipal também foi alvo de questionamentos, especialmente em relação à capacidade de pressionar por respostas mais rápidas e assumir uma postura considerada mais firme diante do problema. Embora a recuperação da ponte esteja sob responsabilidade da EGR, a interrupção de uma ligação fundamental para moradores, trabalhadores e empresas de Muçum ampliou a cobrança sobre os agentes públicos envolvidos.

Nesse cenário, a retomada parcial do tráfego representa um alívio para a população, mas também encerra apenas uma parte da espera. A ponte volta a receber veículos leves, porém ainda não recuperou sua capacidade normal de circulação.

Próximos passos

A orientação aos motoristas é para que tenham atenção redobrada, respeitem a sinalização e sigam as determinações das equipes que estarão controlando o fluxo no sistema Pare e Siga.

O transporte de cargas permanece impedido. A próxima etapa é a reconstrução do pilar que apresentou danos, procedimento necessário para que a ponte possa voltar a operar integralmente e com segurança.

Foto: Projeto Vale Vivo / Reprodução

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