Ciclone extratropical aumenta risco de temporais e elevação dos rios no RS
Sistema deve provocar chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo em diferentes regiões do Estado; Defesa Civil monitora nove rios diante do risco de alagamentos e cheias
O Rio Grande do Sul enfrenta nesta terça-feira, 29, um cenário de forte instabilidade com a formação de um ciclone extratropical entre a madrugada e a manhã. O sistema, associado à passagem de uma frente fria, deve provocar chuva volumosa, temporais e rajadas intensas de vento em diversas áreas do Estado. A previsão também preocupa devido à possibilidade de elevação dos níveis dos rios após vários dias de precipitações.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém dois alertas para tempestades válidos ao longo desta terça. Nas áreas sob aviso laranja, considerado de perigo, a previsão indica acumulados entre 30 e 100 milímetros, ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo.
Já o alerta amarelo, classificado como de perigo potencial, alcança praticamente todo o território gaúcho. Nessas áreas, são esperados volumes de chuva entre 20 e 50 milímetros, rajadas que podem chegar a 60 km/h e também possibilidade de granizo.
Além dos avisos meteorológicos, a previsão da Climatempo aponta para chuva expressiva e ventos fortes em diferentes pontos do Estado. Entre os municípios que podem registrar maiores acumulados estão Caçapava do Sul, Rio Pardo, Eldorado do Sul, Charqueadas, Alvorada e Rosário do Sul.
Chuva acumulada aumenta preocupação com os rios
A instabilidade desta terça ocorre depois de vários dias de chuva. Desde sexta-feira, 25, alguns municípios gaúchos já registraram acumulados superiores a 150 milímetros, conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
A combinação entre o solo já bastante úmido, os volumes registrados nos últimos dias e a previsão de novas precipitações levou a Defesa Civil estadual a emitir alerta para a possibilidade de alagamentos e elevação dos níveis dos rios.
O monitoramento permanece concentrado em nove cursos d'água, com aviso válido até as 23h59min de quarta-feira, 30.
Rio Caí, a partir de São Sebastião do Caí;
Rio Quaraí, em Quaraí;
Rio Ibicuí, em Manoel Viana;
Rio Ibirapuitã, em Alegrete;
Rio Jacuí, entre Dona Francisca e Rio Pardo;
Rio Santa Maria, em Rosário do Sul e Dom Pedrito;
Rio São Sepé, em São Sepé;
Rio Taquari, a partir de Lajeado;
Rio Vacacaí, em São Gabriel.
A orientação é que a população acompanhe os comunicados oficiais e fique atenta principalmente em áreas sujeitas a alagamentos e próximas às margens dos rios.
Temperaturas ficam amenas
Apesar da atuação da frente fria, a previsão não indica uma queda acentuada das temperaturas nesta terça-feira. Em Porto Alegre, os termômetros devem marcar entre 17°C e 24°C. Em Caxias do Sul, a variação prevista é de 15°C a 18°C.
Na Campanha, Bagé deve ter mínima de 16°C e máxima de 22°C. Em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, as temperaturas ficam entre 19°C e 24°C. Pelotas, na região Sul, terá variação de 17°C a 23°C.
Em Capão da Canoa, no Litoral Norte, a previsão aponta mínima de 18°C e máxima de 21°C. Santa Maria deve registrar entre 19°C e 26°C, enquanto Passo Fundo terá temperaturas de 18°C a 24°C. Em Santa Rosa, no Noroeste, a variação prevista é de 22°C a 27°C.
Tempo deve melhorar a partir de quarta
A instabilidade começa a perder força com o afastamento do ciclone. Na quarta-feira, 30, ainda há possibilidade de chuva no Norte, no Litoral Norte e na Região Metropolitana de Porto Alegre. Nas demais regiões, a tendência é de tempo mais estável, embora ainda com nebulosidade.
Na quinta-feira, 1º de outubro, a previsão é de tempo firme em praticamente todo o Estado, com presença de sol entre poucas nuvens. Uma massa de ar polar deverá manter as temperaturas em níveis agradáveis. No extremo norte do Rio Grande do Sul, contudo, ainda pode ocorrer chuva nas primeiras horas do dia.
Até a passagem completa do sistema, a recomendação é acompanhar a evolução dos alertas meteorológicos e os comunicados da Defesa Civil, especialmente nas regiões onde há previsão de chuva mais intensa e risco de elevação dos rios.
Foto: Inmet / Divulgação

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