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Vale do Taquari amplia número de candidatos, mas segue risco de falta de representação estadual


Região não elege deputado próprio desde 2014 e repete cenário de fragmentação política

O Vale do Taquari chega ao novo ciclo eleitoral com pelo menos 14 candidaturas já confirmadas para deputado estadual e federal, mas ainda enfrenta um cenário que preocupa lideranças locais: o risco de, mais uma vez, ficar sem representatividade direta na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

A região não elege um deputado próprio desde 2014. No pleito de 2022, mesmo com 16 candidatos de diferentes partidos, o total de votos somados ficou abaixo de 150 mil, resultado considerado insuficiente para garantir uma cadeira. O número elevado de postulantes e a divisão do eleitorado são apontados como fatores que dificultam a eleição de representantes locais.

Nas convenções mais recentes, realizadas no sábado, 1º de agosto, foram oficializadas novas candidaturas. O empresário Roberto Lucchese e o ex-prefeito de Muçum Mateus Trojan disputarão vaga como deputados estaduais, enquanto o ex-vereador de Lajeado Carlos Ranzi e o tenente da reserva Carlos Hampel foram confirmados como candidatos a deputado federal.

Eles se somam a outros nomes já homologados para a Assembleia Legislativa, como Maneco Hassen (PT), Luís Benoitt, Ramatis de Oliveira e Juliana Cuccioli (PL), Airton Artus (PDT), Marcos Kayser (Novo), Darlã Bellini (PSDB) e Fabiano Diehl (União Brasil). Na disputa por vagas na Câmara Federal, também estão confirmados Enio Bacci (PDT) e Bolacha Melo (PL).

Apesar do número expressivo de candidaturas, o cenário ainda é visto com cautela por lideranças regionais. A repetição de múltiplos nomes concorrendo pelo mesmo eleitorado pode diluir os votos e dificultar a consolidação de uma candidatura com potencial competitivo em nível estadual.

A ausência de representantes locais tem impacto direto na articulação política e na busca por investimentos e projetos para o Vale do Taquari. Diante disso, o desafio para o próximo pleito será transformar o volume de candidaturas em força eleitoral suficiente para garantir, novamente, voz ativa da região nos espaços de decisão.

Foto: Reprodução

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