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Travessia provisória entre Encantado e Muçum terá embarcação menor após testes no Rio Guaporé


Alteração reduz capacidade de 13 para cinco passageiros por viagem; início da operação ainda depende de autorização da Marinha

Os testes realizados na quinta-feira, 6 de agosto, para a implantação da travessia provisória de passageiros entre Encantado e Muçum resultaram em mudanças no projeto inicialmente previsto. Após a avaliação técnica, o Comitê Ponte ERS-129 Encantado/Muçum decidiu utilizar, de forma temporária, uma embarcação de menor porte, o que reduzirá a capacidade de transporte de 13 para apenas cinco pessoas por viagem.

A decisão foi tomada após ensaios no Rio Guaporé, acompanhados em caráter consultivo por representantes da Marinha do Brasil. Durante a avaliação, foi constatada a necessidade de adequações na embarcação que seria utilizada inicialmente, incluindo alterações estruturais no projeto, a substituição do motor de 15 HP por outro de maior potência para enfrentar as condições da correnteza e a regularização da documentação referente ao novo equipamento.

Com o objetivo de colocar a travessia em funcionamento no menor prazo possível, o comitê optou por uma embarcação menor, que poderá operar assim que receber a autorização da Marinha do Brasil.

Embora a alternativa permita o início mais rápido do serviço, a redução na capacidade representa um desafio para o atendimento da demanda de moradores e trabalhadores que precisam cruzar diariamente o Rio Guaporé. Com a nova configuração, cada viagem poderá transportar apenas cinco passageiros, número inferior às 13 vagas previstas no projeto original.

A operação permanece condicionada à liberação oficial da Marinha. Assim que a autorização for emitida, o Comitê Ponte ERS-129 Encantado/Muçum divulgará a data de início da travessia, os horários de funcionamento e as orientações para utilização do serviço.

A travessia provisória é considerada uma medida emergencial para amenizar os impactos da interdição total da ponte da ERS-129, que segue sem previsão de liberação após a identificação de problemas estruturais em um dos pilares.

Foto: Gabriel Santos / Grupo A Hora

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