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Tragédia na fronteira entre Nepal e Tibete deixa 332 mortos e mais de 1,5 mil desaparecidos


Avalanche provocou uma enxurrada de água, lama e destroços; equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de sobreviventes

O número de mortos após a avalanche, as enchentes e os deslizamentos registrados na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, chegou a 332 nesta quinta-feira, 27. Mais de 1,5 mil pessoas continuam desaparecidas, conforme autoridades dos dois países. As equipes de emergência mantêm as buscas em áreas atingidas por lama e grandes volumes de escombros.

O desastre ocorreu na quarta-feira, 26, quando o colapso de uma geleira provocou a queda de gelo e rochas sobre um rio. O impacto desencadeou uma forte corrente de água, lama e detritos, que avançou pelas áreas próximas.

No Nepal, as regiões próximas aos rios Trishuli e Bhote Koshi foram atingidas. Do outro lado da fronteira, a área de Gyirong, no Tibete, também sofreu com os efeitos da enxurrada.

A força da água provocou danos em estruturas de infraestrutura, com casas, estradas, pontes e instalações de energia destruídas ou danificadas. As condições encontradas nas áreas atingidas dificultam o trabalho das equipes responsáveis pelo resgate e pela localização dos desaparecidos.

Estrangeiros estão entre os desaparecidos

As autoridades também registraram o desaparecimento de estrangeiros no Nepal. Entre as nacionalidades informadas estão indianos, americanos, ucranianos, malaios, australianos, britânicos e canadenses.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, a ocorrência não foi provocada por um terremoto. A avaliação aponta que o episódio começou com o colapso de uma geleira. O deslocamento de gelo e rochas atingiu o curso d'água e desencadeou a grande movimentação de água e detritos.

As operações de busca continuam nesta quinta-feira, enquanto autoridades avaliam a extensão dos danos e trabalham para localizar as pessoas que permanecem desaparecidas.

Foto: Divulgação

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