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Família de Léo mantém campanha para garantir tratamento com Zolgensma


Justiça determinou fornecimento do medicamento pela Unimed Serra Gaúcha, mas, segundo a defesa, prazo terminou sem que o remédio fosse disponibilizado; R$ 6 milhões foram bloqueados das contas da operadora

A família de Léo Wolschick Soares segue mobilizada para garantir o acesso ao Zolgensma, medicamento indicado para o tratamento de casos de Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 2. Segundo a defesa, uma decisão judicial determinou que a Unimed Serra Gaúcha disponibilizasse o medicamento em até cinco dias. Como o prazo terminou sem o fornecimento, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 6 milhões das contas da operadora.

Conforme a advogada que representa a família, outros R$ 3 milhões, arrecadados por meio da campanha criada para viabilizar o tratamento, já estão depositados judicialmente. A família agora aguarda a transferência do valor bloqueado para o processo.

Enquanto as questões judiciais avançam, o hospital responsável pelo atendimento teria realizado um agendamento provisório e definido a equipe médica que deverá participar da aplicação do medicamento. A programação, no entanto, ainda pode ser questionada ou sofrer alterações em razão da tramitação dos processos.

Dois processos discutem acesso ao medicamento

De acordo com a defesa, existem atualmente dois processos relacionados ao tratamento de Léo. Um deles envolve a União, enquanto o outro foi movido contra o plano de saúde.

A campanha de arrecadação permanece ativa, segundo os familiares, justamente porque ainda existem pendências judiciais e a necessidade de assegurar os recursos para que o tratamento possa ser realizado dentro do período considerado adequado pela equipe responsável.

O Zolgensma é uma terapia de alto custo utilizada no tratamento da AME e sua aplicação depende de avaliação médica e de critérios específicos relacionados ao paciente.

Unimed afirma cumprir decisões judiciais

Procurada sobre o caso, a Unimed Serra Gaúcha informou que não se manifesta sobre situações individuais em razão do sigilo médico. A cooperativa declarou ainda que cumpre integralmente as determinações judiciais e que as decisões relacionadas à assistência aos pacientes são tomadas pelos médicos responsáveis, considerando evidências científicas e diretrizes reconhecidas.

A disputa judicial e a campanha seguem enquanto a família busca viabilizar o tratamento de Léo.

Foto: Divulgação

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