Estado assume travessia de pedestres no Rio Guaporé após demora na criação de alternativa entre Encantado e Muçum
O Governo do Estado vai assumir diretamente a travessia de pedestres pelo Rio Guaporé entre Encantado e Muçum enquanto a ponte da ERS-129 permanecer interditada. O serviço começa nesta segunda-feira, 17, e será realizado por uma embarcação disponibilizada pelo próprio Estado, diante da necessidade de garantir uma alternativa mínima de deslocamento para a população.
A medida, embora necessária, também expõe a dimensão do problema enfrentado por moradores dos dois municípios. Com a ponte fechada, uma das principais ligações entre Encantado e Muçum ficou interrompida, obrigando trabalhadores, estudantes, famílias e demais usuários a buscar alternativas para atravessar o rio.
A solução adotada pelo Estado terá capacidade limitada a quatro passageiros por viagem, além do tripulante. Ou seja, trata-se de um serviço emergencial e restrito, que dificilmente substitui a mobilidade proporcionada pela ponte.
Estado entra para garantir um serviço básico
A embarcação foi disponibilizada pelo Departamento de Hidrovias da Secretaria de Logística e Transportes (Selt) e teve a operação autorizada pela Marinha do Brasil. A partir de terça-feira, 18, o atendimento deverá ocorrer das 7h às 11h30min e das 13h às 18h30min.
A travessia também dependerá das condições do tempo e do nível do Rio Guaporé. Em caso de chuva, elevação do rio ou qualquer situação considerada insegura, o serviço poderá ser interrompido.
Na prática, o Estado passa a executar uma tarefa que se tornou indispensável justamente porque a população está sem a ponte. A questão é que uma alternativa emergencial não pode ser tratada como solução definitiva: o que os moradores precisam é da recuperação da estrutura e da retomada da ligação entre os municípios.
A situação também chama atenção para a necessidade de planejamento diante de uma interdição que afeta diretamente a rotina de quem vive na região. A travessia por barco reduz parte do isolamento, mas não resolve os problemas de transporte de veículos, serviços de emergência, cargas e demais deslocamentos que dependem da ponte.
Enquanto isso, a estrutura sobre o Rio Guaporé continua fechada para pedestres e veículos. A liberação somente poderá ocorrer após a conclusão das obras necessárias e a comprovação de que a ponte voltou a oferecer condições seguras de circulação.
Foto: Reprodução

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