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CDL de Muçum aciona Justiça para suspender pedágio em Encantado após bloqueio de ponte


Entidade questiona cobrança diante de restrições no principal acesso entre os municípios

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Muçum ingressou com uma ação civil pública solicitando a suspensão imediata da cobrança de pedágio na praça administrada pela Empresa Gaúcha de Rodovias, em Encantado. A medida foi motivada pela interdição da Ponte da Barra do Guaporé, localizada no km 82 da ERS-129, que compromete a ligação entre os dois municípios.

No pedido encaminhado à Justiça, protocolado na Comarca de Encantado, a entidade argumenta que a cobrança da tarifa perde justificativa diante das limitações de tráfego na rodovia. A CDL sustenta que a situação tem gerado insatisfação entre usuários e moradores da região, que enfrentam dificuldades de deslocamento com a interrupção do trecho.

Além da suspensão do pedágio, a ação também solicita a realização de vistorias técnicas nas pontes localizadas nas ERS-129 e ERS-130, no trecho entre Lajeado e Guaporé. O objetivo é obter um diagnóstico atualizado sobre as condições estruturais e de trafegabilidade dessas ligações, consideradas estratégicas para a mobilidade regional.

A Empresa Gaúcha de Rodovias, por sua vez, se posicionou contrária à suspensão da cobrança. Em entrevista à Rádio A Hora, o presidente da estatal, Luiz Fernando Vanacôr, afirmou que a arrecadação das praças de pedágio é a única fonte de receita da empresa, sendo fundamental para a execução de obras e manutenção das rodovias. Segundo ele, interromper a cobrança comprometeria a capacidade operacional da EGR.

Ainda conforme a estatal, os recursos utilizados nas intervenções na Ponte da Barra do Guaporé são provenientes da própria praça de pedágio de Encantado. A previsão é que o projeto executivo da obra seja apresentado no dia 5 de agosto, com estimativa de cerca de 45 dias para a execução dos trabalhos.

Foto: Divulgação

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