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Polícia Federal prevê concluir Operação Lamaçal até o fim do ano e aponta prejuízo milionário em Lajeado


Investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal estima encerrar entre setembro e outubro as investigações da Operação Lamaçal, que apura supostas irregularidades em contratos firmados pelo município de Lajeado. Conforme a corporação, o prejuízo potencial aos cofres públicos pode chegar a R$ 5 milhões.

De acordo com o delegado Marconi Silva, responsável pelo caso, os documentos e materiais recolhidos nas duas fases da operação ainda estão sendo analisados. A expectativa é que essa etapa seja concluída entre agosto e setembro, permitindo a finalização formal do inquérito no segundo semestre deste ano.

Entre os investigados estão o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, e a empresária Lorena Mercalli, proprietária das empresas Arki Serviços e Plati Serviços. Ambos chegaram a ser detidos durante a segunda fase da operação em razão de divergências verificadas nos depoimentos prestados à Polícia Federal. Após quatro dias, os dois foram liberados e passaram a colaborar com as apurações.

Segundo a linha de investigação adotada pela PF, há indícios da existência de um esquema envolvendo agentes públicos e empresas privadas com o objetivo de favorecer determinado grupo econômico em processos licitatórios realizados pelo município.

Os investigadores também analisam suspeitas relacionadas à utilização de orçamentos sem correspondência com o mercado e à inclusão de exigências em editais que poderiam limitar a participação de concorrentes.

Contratos na área social estão entre os focos da investigação

A Operação Lamaçal teve início em 2024, a partir da análise de um contrato custeado com recursos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). No decorrer das investigações, outros contratos passaram a ser examinados após a identificação de possíveis indícios de sobrepreço e superfaturamento.

Conforme a Polícia Federal, os acordos investigados envolvem empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico e, em alguns casos, não possuem relação direta com as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, embora estejam ligados às mesmas pessoas jurídicas sob investigação.

A suspeita é de que as contratações não tenham seguido critérios que garantissem a proposta mais vantajosa para a administração pública.

Caso os indícios sejam confirmados ao término do inquérito, os investigados poderão responder por crimes como fraude em licitações, contratação direta ilegal, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal ressalta que as investigações seguem em andamento e que todos os envolvidos têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Foto: Polícia Federal / Divulgação

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