Anvisa aprova primeiro medicamento não hormonal para aliviar sintomas da menopausa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização no Brasil do primeiro medicamento não hormonal desenvolvido especificamente para o tratamento dos fogachos da menopausa, conhecidos popularmente como ondas de calor. A aprovação representa um avanço nas opções terapêuticas disponíveis para mulheres que enfrentam os sintomas dessa fase da vida.
O medicamento, chamado fezolinetanto, será vendido no país com o nome comercial Veoza, pela farmacêutica Astellas. O tratamento é administrado por meio de comprimidos de uso diário e foi desenvolvido para atuar diretamente nos mecanismos responsáveis pelos episódios de calor intenso e suor excessivo, sintomas que afetam milhões de mulheres durante a menopausa.
Até o momento, a principal estratégia utilizada para controlar os fogachos era a terapia de reposição hormonal. Embora eficaz, esse tratamento não é indicado para todas as pacientes, especialmente aquelas com histórico de câncer de mama, doenças cardiovasculares ou outras condições que contraindicam o uso de hormônios.
A chegada de uma alternativa não hormonal amplia as possibilidades de cuidado e pode beneficiar mulheres que buscam outras formas de tratamento, seja por recomendação médica ou por preferência pessoal.
A autorização da Anvisa foi concedida na última segunda-feira, dia 22. No entanto, o medicamento ainda não estará disponível imediatamente nas farmácias brasileiras. Antes do início das vendas, será necessária a análise da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por estabelecer os preços dos medicamentos no país.
Até o momento, não há previsão para a conclusão dessa etapa regulatória nem para o lançamento oficial do produto no mercado brasileiro.
A aprovação acompanha uma tendência internacional de desenvolvimento de terapias voltadas à qualidade de vida das mulheres durante a menopausa. Especialistas destacam que os fogachos podem impactar significativamente o sono, o bem-estar emocional, a produtividade e as atividades do dia a dia, tornando importante a ampliação das opções de tratamento disponíveis.
Foto: Astellas / Divulgação

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