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Chuvas elevam para 53 o número de mortos em Minas Gerais


Juiz de Fora concentra 43 óbitos e registra 16 desaparecidos após novos temporais na Zona da Mata

Subiu para 53 o total de mortes provocadas pelas fortes chuvas que atingem Minas Gerais. O balanço foi atualizado na manhã desta quinta-feira, 26, pelas autoridades estaduais. Juiz de Fora, na Zona da Mata, responde por 43 das vítimas. Ainda há 18 pessoas desaparecidas, sendo 16 no município e duas em Ubá.

A situação se agravou com a retomada dos temporais desde a noite de terça-feira (25), após um curto período de redução das precipitações. Em Juiz de Fora, novas ocorrências foram registradas durante a madrugada, mobilizando equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e demais órgãos municipais.

Entre as medidas adotadas, estão interdições preventivas de imóveis situados próximos a áreas de deslizamento. No bairro Graminha, residências localizadas em trecho da Rua Waldomiro Eloy do Amaral foram evacuadas após identificação de instabilidade do solo. Outra via, a Rua Joaquim Vicente Guedes, também foi isolada para avaliação técnica.

Quedas de árvores e danos à rede elétrica ampliaram os transtornos. No bairro Dom Bosco, uma árvore bloqueou parcialmente a Rua Monsenhor Gustavo Freire, exigindo sinalização e interdição temporária. Já no Bonfim, um cabo energizado rompido levou à emissão de alerta para pedestres e motoristas em trecho da Rua Otávio Pereira Torres.

A região norte da cidade registrou pontos de alagamento, especialmente na Avenida JK, nas proximidades do 4º Grupo de Artilharia de Campanha. No Jardim Natal, houve desabamento de construções em via residencial, o que motivou a retirada total de moradores de duas ruas adjacentes por determinação da Defesa Civil.

A prefeitura orientou famílias desalojadas a procurar abrigo na Escola Municipal Henrique José de Souza, no bairro Cidade do Sol, estrutura disponibilizada para acolhimento emergencial. Segundo dados do Executivo municipal, o volume de chuva acumulado no mês ultrapassa quatro vezes a média histórica prevista para fevereiro.

O período chuvoso em Minas Gerais costuma se intensificar entre novembro e março, com maior incidência de deslizamentos e inundações em áreas urbanas densamente ocupadas. A Zona da Mata, por suas características geográficas e topográficas, figura entre as regiões mais suscetíveis a eventos extremos associados a precipitações prolongadas.

As buscas por desaparecidos seguem em andamento, e as autoridades informaram que novos boletins poderão ser divulgados conforme a consolidação dos dados e a evolução das operações de resgate.

Foto: Reprodução

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